Economista apresenta desempenho e perspectivas do setor

Foto: PH Freitas/CBIC

“No período de 2014 a 2017, a construção civil registrou uma queda de 20% em suas atividades, o que acabou refletindo na queda de 10% da indústria. A economia como um todo teve uma queda de 5,5%”, apontou a economista Ieda Vasconcelos, do Banco de Dados da CBIC, aos empresários do setor da construção na quarta-feira, 03, durante reunião do Conselho de Administração da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em Brasília. 

Segundo Ieda Vasconcelos, os resultados do segundo trimestre e o atual cenário da conjuntura econômica pós greve dos caminhoneiros, fortalecem as expectativas de fraco crescimento da economia em 2018, próximo ao que foi o ano 2017 (1%). “Não por acaso, as estimativas atuais estão na casa de 1% a 1,4%”, destaca. Na série anualizada do PIB, onde se considera o resultado acumulado em quatro trimestres, observa-se também dificuldades no desempenho da construção. No mercado de trabalho, o setor voltou para o patamar de 2009. De 2014 a 2017 foram perdidas 991 mil vagas. “A permanecer o ritmo atual de geração de vagas, o setor demoraria 113,20 meses para recuperar as vagas perdidas (9,4 anos)”, aponta a economista do Banco de Dados. 

A economista também destacou a evolução do crescimento anual do PIB Brasil e do PIB Construção Civil no período de 1996 a 2017, que aponta que “quando a economia nacional cresce, a construção alavanca o desempenho da economia, e quando ela registra um decréscimo é a construção que mais sente”.  

“Pelo gráfico fica claro que a economia não cresceu pela falta de investimento público e pela não criação de condições para o investimento privado entrar”, destacou o presidente da CBIC, José Carlos Martins. O que foi reforçado pela economista, já que a construção civil responde por mais de 50% do investimento. 

Sobre a herança econômica para o novo presidente do País, Ieda Vasconcelos citou como pontos positivos a inflação sob controle; os juros no menor patamar histórico; bons números no setor externo favorável: balança comercial, e reservas internacionais. Já os negativos são os referentes às contas públicas desajustadas (dificuldades de investimento); desemprego elevado; baixo crescimento do PIB; cenário externo: escalada da guerra comercial entre China e EUA; crise nos países em desenvolvimento: Argentina e Turquia, e alta dos juros – Normalização política monetária dos países em desenvolvimento. 

Fonte: CBIC

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