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À ESPERA DA RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA EM 2021


Foto: Geralt/Pixabay


A recuperação da economia no segundo semestre de 2020 deve se manter ao longo deste ano, com um maior ritmo de crescimento a partir de julho. Entretanto, ainda há muitas incertezas sobre o cenário político para 2021, principalmente em relação ao compromisso do governo Jair Bolsonaro com o ajuste fiscal. A aprovação de novas reformas estruturais, como a tributária, e a adoção de medidas para conter o desemprego, devem aumentar ao longo dos próximos meses.

Também contribuem para esse quadro de incertezas a indefinição sobre a manutenção do auxílio emergencial, ainda que num valor menor e somente nos primeiros meses deste, e a disputa pelas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em fevereiro. Na área sanitária, o progresso nas vacinas contra a Covid-19, que começaram a ser aplicadas na Europa em dezembro, é uma notícia positiva, mas ainda há dúvidas sobre como os novos casos da doença poderão impactar a economia mundial e brasileira.

A economista da gestora Garde Asset, Natalie Victal, afirma que a questão fiscal é o principal desafio da área econômica a ser resolvido pelo governo federal neste ano. Segundo ela, houve um aumento da dívida pública no esforço de combater os efeitos da Covid-19, mas ainda não está claro como o governo pretende encaminhar esse tema. “Não sabemos ainda como tudo vai funcionar. Quando a gente conversa com as pessoas em Brasília, os sinais que alguns agentes emitem são conflitantes”, explica.


“Dependendo da escolha, vemos um cenário diferente. Caso a escolha seja o comprometimento com a manutenção da sustentabilidade fiscal de médio a longo prazo, o crescimento vai ser um pouco mais lento no primeiro semestre, porque a economia precisa, na nossa cabeça, digerir tudo que aconteceu ao longo de 2020. Mas se não houver compromisso fiscal, o crescimento será menor”, prevê a economista. “Estamos falando de uma economia que está anestesiada. Você tinha um paciente que estava doente, precisou tomar vários analgésicos e agora precisa se recuperar”, compara Natalie Victal.

No início deste ano, aposta ela, o crescimento será mais lento e, no segundo semestre, haverá mais espaço para crescer com estímulos monetários. “Setores mais sensíveis à taxa de juros estão decolando bem, como o imobiliário, o da construção civil e o de venda de automóveis”, afirma Natalie, que projeta um crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, com maior recuperação no segundo semestre.


Fonte: CNI

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