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2020: SPE REVISA PROJEÇÃO DE CRESCIMENTO DO PIB PARA 2,40%

Nova projeção reflete aceleração do emprego e cenário consistente para retomada da economia


PublicDomainPictures/Pixabay

O Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado em 14 de janeiro, apresentou as projeções de crescimento e inflação para 2019 e 2020. A nova projeção estimou crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,12% e 2,40% para 2019 e 2020, respectivamente – com revisão para cima em ambos os casos, indicando aceleração do emprego e cenário consistente para retomada da economia.

Indicadores importantes, como nível de emprego e da atividade econômica, apresentaram um cenário consistente para a retomada da economia em 2020. O emprego formal tem apresentado aceleração nos últimos meses, dando sinais de aquecimento da economia com inflação se mantendo controlada e os juros chegando em seus menores patamares históricos. A melhora do desempenho macroeconômico aumentou as expectativas em relação à economia brasileira, que se traduziu em queda do risco-país e aumento da confiança de empresários e consumidores.

O resultado acima do esperado para o terceiro trimestre do ano passado e a continuidade do crescimento no quarto trimestre, puxado, principalmente, pelo setor de serviços, são os principais fatores para a revisão positiva. A recuperação da atividade em relação ao primeiro semestre de 2019 se deve, principalmente, ao ajuste fiscal e medidas positivas como a liberação do Saque Imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), melhora das expectativas e efeitos iniciais da redução da taxa de juros.

Segundo o secretário especial, Waldery Rodrigues Junior, os números do documento apontam evolução da economia, no último ano, e os resultados são, entre outros fatores, fruto da preocupação da equipe econômica do governo com a política fiscal.“O boletim apresenta análise econômica com ênfase na política fiscal, que está na linha mestra do governo. O ministro Paulo Guedes já apontou esta como a política principal para termos zelo e cuidado no seu tratamento e análise, para que todas as outras políticas possam seguir simultaneamente com forte impacto, incluindo a política social”, afirma.


Nesse sentido, o secretário reforça a continuidade na atenção com a questão fiscal e destaca a reação positiva da economia à política de forte ajuste adotada pelo governo. “O esforço precisa ser continuado. De fato, nem metade do esforço fiscal para equilibramos as contas públicas da União foi feito ainda. O retorno dessa política para a sociedade já acontece no curto prazo, além do médio e longo prazo, e uma política fiscal zelosa é chave para termos esse quadro atual de evolução“, avalia.


O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, também destaca a importância da consolidação fiscal para a economia. “Houve melhoras importantes no cenário fiscal, mas é fundamental que se avance ainda mais nessa agenda, reduzindo nossa elevada dívida como proporção do PIB”, afirmou. Sachsida lembrou também que, para o país avançar na agenda da produtividade, é necessário o combate à má alocação de recursos, ou seja, o direcionamento dos recursos públicos para lugares menos eficientes. “ Quando se ataca a má alocação, você torna o país mais justo e mais próspero”, destaca.


Participaram também da divulgação dos dados à imprensa, os subsecretários de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles; de Política Fiscal, Marco Antônio Freitas de Hollanda Cavalcanti; de Direito Econômico, Marcos Antonio Kohler; de Política Agrícola e Meio Ambiente, Rogerio Boueri Miranda; e de Política Microeconômica e Financiamento de Infraestrutura, Pedro Calhman de Miranda.


INFLAÇÃO

A inflação sob controle contribuiu para esse ambiente favorável. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (Ipca), medida oficial de inflação, ficou abaixo do centro da meta (4,25%) ao longo de quase todo o ano de 2019, tendo se elevado nos meses de novembro e dezembro, devido ao impacto do aumento dos preços da carne e do feijão. Os preços controlados, no entanto, permitiram a redução consistente dos juros básicos na economia, com a meta da Taxa Selic encerrando o ano em seu menor patamar (4,5% ao ano). O IPCA acumulou alta de 4,31% nos 12 meses em dezembro/2019. Em 2020, a expectativa do governo é que que a inflação permaneça abaixo do centro da meta (4,0%).

CRÉDITO

Em novembro do último ano, permaneceu também a tendência de crescimento do saldo das operações de crédito, impulsionada pelas operações de crédito livre. O saldo total das operações aumentou 6,3% em novembro de 2019, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No mesmo período, o saldo de operações de crédito com recursos livres cresceu 13,2% e dos recursos direcionados diminuiu 1,7%.

PANORAMA MACROECONÔMICO

Na oportunidade também foram divulgados dados do Panorama Macroeconômico, um relatório produzido pela SPE, com um conjunto amplo de indicadores de conjuntura e de projeções da Grade de Parâmetros, para o processo orçamentário, atualizado até janeiro de 2020. São informações sobre a atividade econômica, dados primários, dívida pública e dados históricos sobre o PIB, inflação, taxa de juros, emprego formal no setor privado entre outros vários índices econômicos.

Fonte: Ministério da Economia

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