CANTEIRO DE OBRAS É AMBIENTE SEGURO PARA O TRABALHO NA PANDEMIA


Foto: phooto/Pixabay


Levantamento da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), divulgado nesta semana, comprova que a adoção de rígidos protocolos nos canteiros de obras, desde o início da pandemia da Covid-19, tem superado expectativas. Pesquisa realizada pela Brain Inteligência Estratégica, entre os dias 17 e 25 de maio deste ano, indica que o número de infectados é de 0,3% (15 pessoas), enquanto o de recuperados é de 0,1% (três colaboradores) e o de casos suspeitos é de 0,3% (14 profissionais) no Estado. Não há casos de internações hospitalares e nem de óbitos.


Atualmente, as 25 empresas associadas à Ademi-GO possuem 37 obras em andamento, com um total de 4.690 operários diretos e indiretos em campo. Empresa terceirizada foi contratada pela Ademi-GO para auditar todas as obras das construtoras e incorporadoras associadas com o objetivo de manter o cumprimento de todos os protocolos sanitários.

O objetivo é manter o ambiente de obra seguro para que, em eventual nova onda de contaminação, o ambiente das obras se mantenha ainda mais seguro para que não haja necessidade de paralisação das obras e que os operários possam continuar trabalhando de forma protegida e não tenham que se privar de ganhar o sustento do dia a dia.


A pesquisa continuará sendo aplicada semanalmente nas obras de associados da Ademi-GO para monitorar o cenário da Covid-19 na construção civil no Estado e preservar a saúde dos trabalhadores da construção civil. O presidente da Ademi-GO, Fernando Coe Razuk, destaca que “esse estudo comprova que o ambiente de obra é seguro para os trabalhadores e que o nível de contaminação é baixíssimo”.


O executivo ressalta ainda que o volume de trabalhadores afastados por Covid-19 não confirma que sua contaminação tenha sido na obra. “O que só vem validar que o ambiente da construção civil é seguro, pois os canteiros são ventilados, os refeitórios possuem horários alternados e dispensers de álcool em gel 70% estão por todo o canto”, defende. Ainda completa a informação afirmando que o interesse é preservar a saúde dos funcionários, pois nas obras estão mais seguros e, deste modo, suas famílias também. “Em casa, eles podem fazer bicos para ganhar o sustento da família, onde geralmente não há fiscalização de cumprimentos das normas de segurança, e o risco de contágio aumenta para toda a sociedade. A pesquisa veio confirmar o que já sabíamos e vamos continuar fazendo”, explica.


Goiás é o único Estado no País a paralisar as obras na construção civil cumprindo determinação dos decretos de lockdown. “Todos os demais Estados já entenderam que o ambiente de obra é seguro para os trabalhadores e que mantê-los em casa pode ter um efeito contrário e gerar mais contaminações, já que precisam de renda para garantir o sustento de suas famílias e se submeterão a ‘bicos’ em pequenas obras, sem qualquer fiscalização ou protocolos de segurança”, alerta Razuk.


PROTEÇÃO

Sob orientação do protocolo da Ademi-GO, as construtoras e incorporadoras associadas mantêm rígido controle para preservar a saúde de seus operários nos canteiros de obras, como aferição diária de temperatura, escalonamento de entrada e na hora do almoço. É exigido ainda distanciamento e são fornecidas máscaras aos operários, cujo uso é exigido durante toda a permanência no canteiro de obras. Dispensers de álcool gel são instalados em vários locais da obra e instaladas sinalizações conscientizando a necessidade de uso recorrente.


Os profissionais são orientados para cumprimentos sem abraços ou apertos de mão e, a todo momento, higienizar as mãos. As refeições são realizadas em grupos pequenos e com distanciamento entre os profissionais, que possuem assentos marcados. Os elevadores passaram a ter capacidade máxima de quatro pessoas e os equipamentos e instrumentos são higienizados com frequência.


A higiene também é constante nas áreas de convivência e lavatórios estão espalhados por toda a obra. A maioria dos operários utilizam motos para locomoção até o trabalho. No entanto, para quem não possui meio de transporte próprio, as empresas oferecem transporte privado, enquanto outras estimulam a carona solidária. São realizados treinamento e palestras com frequência e fornecidas máscaras faciais para cada funcionário.


Fonte: CBIC

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