CBIC INDICA PIB DE 7,6% PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL EM 2021


Foto: Dewiki Nanthi/Pixabay


Segundo estudo elaborado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), divulgado, segunda-feira, 13, o setor deve crescer 7,6% neste ano, o que corresponde ao melhor desempenho apresentado nos últimos dez anos. Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o resultado é reflexo do aquecimento no mercado imobiliário. “Podemos dizer que 2021 foi do mercado imobiliário como reflexo do que aconteceu em 2020. A venda de hoje é o emprego de amanhã. O crescimento foi sustentado pelo que já estava contratado e não será possível manter o atual nível de desempenho do setor se não forem tomadas medidas urgentes para repor a capacidade de compra das famílias de baixa renda”, afirma.


Em 2021, o mercado imobiliário registrou incremento nos lançamentos e vendas. O número de unidades lançadas neste ano está 24,59% maior que em 2019. Já a venda de imóveis novos cresceu 42,29% nesta mesma base de comparação. A geração de empregos foi um dos grandes destaques em 2021. Nos primeiros dez meses do ano foram criados cerca de 285 mil novos empregos formais no setor, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. Com os saldos positivos recentes, a construção chega a quase 2,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada, patamar que não era alcançado desde 2016.


Por outro lado, de janeiro a novembro deste ano, o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) subiu 13,46%, segundo estudo da CBIC. O indicador está em seu maior patamar desde 2003. Desde o início do segundo semestre de 2020 os materiais de construção vêm registrando forte aceleração. O INCC Materiais e Equipamentos registrou aumento de 42,25% de julho de 2020 a novembro deste ano. Neste período, os insumos que apresentaram as maiores elevações foram: vergalhões e arames de aço ao carbono (+92,44%), condutores elétricos (+72,10%), tubos e conexões de PVC (+69,09%), eletroduto de PVC (+53,94%), esquadrias de alumínio (+44,40%), compensados (+43,32%), produtos de fibrocimento (+39,53%) e tijolos e telhas cerâmicas (+38,75%).



Fonte: CBIC