CNI APRESENTA PROPOSTAS DA RETOMADA DA INDÚSTRIA


Foto: Jarmoluk/Pixabay


O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, entre-gou 44 propostas para a retomada da indústria e do emprego em 2022 ao presidente Jair Bolsonaro. O encontro foi no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), durante evento organizado pela CNI com empresários. Os projetos são das áreas de tributação, efi-ciência do estado, financiamento, infraestrutura, meio ambiente, inovação, educação, co-mércio exterior, relações de trabalho e micro e pequenas empresas.


Andrade explica que, nos últimos 10 anos, a indústria de transformação brasileira encolheu, em média, 1,6% ao ano. “As disfunções enfrentadas diariamente pelas empresas afetam com mais intensidade os fabricantes de bens de capital e de produtos de consumo duráveis, que são segmentos dinâmicos, de maior complexidade tecnológica e com impacto signi-ficativo sobre a produtividade e no emprego. Em dez anos, a participação desses ramos no valor adicionado da indústria de transformação recuou de 24% para 19%”, explica.


Além disto, os problemas decorrentes da pandemia ainda persistem, como os desarranjos nas cadeias produtivas, que resultam em escassez de insumos e matérias-primas e eleva-ções de preços no mercado global. E os setores produtivos dependem do consumo das famílias, que ainda sofrem o impacto do alto nível de desocupação e da corrosão da renda pela inflação. Para Andrade é preciso estabilidade e crescimento. “Os desafios são muitos, a agenda é complexa e não existe uma única medida que leve o País para onde desejamos. A agenda precisa ser tratada em conjunto para que alcancemos a meta de uma economia forte, com crescimento estável e bem-estar social”, afirma.


O documento foi elaborado com base em subsídios das Federações Estaduais de Indústria, das Associações da Indústria, da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e de reuniões com empresas coletados durante o ano e refinados em reuniões dos Fóruns e Conselhos Temáticos da CNI e do Fórum Nacional da Indústria (FNI).


Fonte: Portal da Indústria