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Construção civil é essencial para a retomada do crescimento


Eduardo Enomoto

A importância do setor da construção para o crescimento econômico do País foi reforçada durante o painel do Congresso Internacional de Tintas da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), em São Paulo, pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. “A curva do PIB Nacional é sempre puxada pela curva do PIB da Construção”, aponta o executivo. Lembrando que de 2014 a 2018, o investimento caiu 26,4%, a construção civil registrou uma queda de 27,7% no período e, consequentemente, a economia nacional também teve uma queda de 4,1% em seu Produto Interno Bruto (PIB). O evento foi realizado em 3 de outubro.


O BRASIL PRECISA SABER O QUE QUER


“O PIB do México é metade do PIB Nacional, mas o PIB da Construção do México é só 20% menor que o PIB da Construção no Brasil”, apontou Martins, que participou nesta semana da 81ª Reunião do Conselho Diretivo da Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC) e do 32º Congresso FIIC – Oportunidades e desafios da construção sustentável, em Santiago, no Chile.

“Quando a gente vê países que têm recursos menores que os nossos e estão bem melhores é hora de vermos o que a gente quer”, disse, ao comparar o valor do PIB da Construção nacional com alguns dos PIBs setoriais dos países latino-americanos.


Ainda segundo o executivo, dos 18 países que compõem a FIIC, o Brasil está na 12ª posição no que se refere aos países que registraram retrocesso na qualidade da sua infraestrutura. “A gente está atrás da Colômbia, Chile, Costa Rica e Uruguai’, frisou, reforçando que o Brasil perde posição a cada ano.


OPORTUNIDADES DE GERAÇÃO DE EMPREGOS


Nos últimos cinco anos, a construção civil perdeu um milhão de trabalhadores com carteira assinada. “Chegamos a ter três milhões de trabalhadores e, hoje, temos uma faixa de dois milhões. Precisamos crescer 50% naquilo que fomos a pouco tempo”, destacou Martins, apontado como oportunidades para a geração de empregos as obras paralisadas, as concessões municipais e as PPPs e Concessões.


O presidente da CBIC defende que, com o investimento de R$ 10 bilhões via concessões (0,11% do PIB), poderiam ser gerados 76 mil vagas diretas e, considerando vagas diretas e indiretas, 114 mil empregos. Ao mesmo tempo, com os R$ 40 bilhões de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – 0,45% do PIB –, poderiam ser geradas 305 mil vagas diretas na construção civil, e, considerando as vagas diretas e indiretas, 456 mil.

“A nossa demanda atual é pela geração de empregos. E isso tem a ver com a construção civil, diretamente com a nossa locomotiva de empregos que tem na infraestrutura e na construção da habitação muitas oportunidades”, reforçou o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), Antonio Carlos de Oliveira.


Fonte: CBIC


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