CUSTO MÉDIO DA CONSTRUÇÃO: SC APRESENTA MAIOR VARIAÇÃO DO PAÍS

Apesar de ser o estado com maior variação no mês, o percentual nacional mostra que os custos da construção desaceleraram em setembro, segundo o IBGE. Índice catarinense foi ocasionado por reajuste das categorias profissionais.


Santa Catarina registrou, em setembro, a maior variação regional do país (2,80%) no custo médio da construção, por metro quadrado, de acordo com dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados, no entanto, não geram preocupação ao setor, já que Santa Catarina esteve entre os estados que tiveram menor variação do índice nos seis meses anteriores.


O índice catarinense foi ocasionado pelo reajuste das categorias profissionais. Junto aos serviços, o indicador considera o custo dos materiais, que aumentou nos três estados da Região Sul – considerando os resultados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a variação regional em setembro foi de 0,95%. Em relação à variação no ano e nos últimos 12 meses, Santa Catarina se mantém entre os menores percentuais, com 9,86% e 11,54%, respectivamente.


NORMALIDADE

Considerando os dados divulgados pelo IBGE nos seis meses anteriores (abril a setembro de 2022), é possível observar uma variação natural no custo médio da construção, por metro quadrado, entre diversos estados e regiões, ocasionada pelos dissídios coletivos. Em abril, a alta foi puxada pela Paraíba (4,57%). Goiás teve o maior índice no mês de maio (5,16%). Em junho, Pernambuco registrou elevação de 5,78%. O Paraná puxou a alta na Região Sul em julho (5,18%). Em agosto, o maior aumento foi em Rondônia (5,67%). A análise dos dados no período citado revela que o indicador de Santa Catarina, em setembro, ficou abaixo das maiores altas registradas em outros estados.


CENÁRIO NACIONAL

O Índice Nacional da Construção Civil subiu 0,44% em setembro, mas desacelerou 0,14 ponto percentual (p.p.) em relação à taxa de agosto (0,58%). Foi o menor resultado desde julho de 2020. No acumulado em 12 meses, a taxa é de 13,11%. Em setembro de 2021, o índice foi 0,88%.


Segundo o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, a estudo indica que os custos estão em um patamar semelhante ao do período pré-pandemia. “Houve uma trajetória de alta a partir de junho de 2020, passando de 0,14% para 1,94% em dezembro. Em 2022, tivemos um pico em maio (2,17%) até iniciar a desaceleração para os atuais 0,44%. Alguns estados já apresentam deflação, caso de Espírito Santo (-0,11%) e Bahia (-0,01%), o que pode ser considerado estabilidade”, diz Oliveira.


O custo nacional da construção por metro quadrado, que em agosto foi de R$ 1.661,85, passou em setembro para R$ 1.669,19, sendo R$ 999,96 relativos aos materiais e R$ 669,23 à mão de obra. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,52% (Norte), 0,42% (Nordeste), 0,27% (Sudeste), e 0,42% (Centro-Oeste). Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.653,98 (Norte); R$ 1.556,52 (Nordeste); R$ 1.737,19 (Sudeste); R$ 1.745,74 (Sul) e R$ 1.683,10 (Centro-Oeste).


O gerente do Sinapi destaca que os materiais, que puxaram as altas nos anos de pandemia, têm sido o balizador da desaceleração em 2022. A parcela dos materiais cresceu 0,53% em setembro, a segunda menor variação mensal do ano, e é 0,16 p.p. inferior ao divulgado no mês anterior (0,69%). Já a parcela da mão de obra cresceu 0,31%, e foi 0,11 p.p. menor em relação ao mês anterior (0,42%), com apenas um acordo coletivo firmado no período. Em 12 meses, o acumulado foi de 13,99% para materiais e 11,80% para mão de obra, respectivamente.

Com dados da Agência IBGE Notícias

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