DADOS DA PNAD CONTÍNUA REGISTRAM AVANÇO NO MERCADO DE TRABALHO DA CONSTRUÇÃO


Foto: Joko_Narimo/Pixabay


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, ao final da última semana, o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Segundo a economista do Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, o resultado do setor da construção foi positivo. No período de março a maio deste ano, o número de pessoas ocupadas no segmento foi de 6,194 milhões, o que correspondeu a um incremento de 181 mil vagas em relação aos meses de dezembro a fevereiro, e a mais 653 mil novas ocupações em relação a igual período de 2020.


O IBGE destacou que, nesta base de comparação, foi observado um incremento de 25% do trabalho por conta própria no setor. A PNAD Contínua envolve os dados do emprego formal e informal. Vasconcelos afirmou que os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) "referentes ao primeiro semestre de 2021 mostraram um avanço no mercado de trabalho formal da construção, quando foram gerados mais de 178 mil novos empregos. Entretanto, este número pode crescer muito mais, caso o principal problema do setor (alta/falta de insumos) seja equacionado”.


Para o trimestre móvel de março a maio, a economista também explica que a taxa de desemprego no País foi de 14,6%, o que correspondeu a maior para o período desde o início da série, em 2012. “Em relação ao trimestre anterior, o resultado ficou praticamente estável, mas em relação aos mesmos meses do ano passado observou-se alta de 1,7 ponto percentual.”


Vasconcelos afirma que o número de desempregados, cerca de 15 milhões de pessoas, também ficou praticamente estável na comparação com o trimestre finalizado em fevereiro de 2021. “Entretanto, na comparação com igual trimestre móvel do ano anterior, observou-se um acréscimo de 2,1 milhões de pessoas. Mas é preciso considerar que março a maio do ano passado o País vivenciou os meses iniciais da pandemia da Covid-19. Com as medidas de isolamento, muitas pessoas desistiram da busca por uma colocação no mercado de trabalho. Agora, com o retorno das atividades, e medidas menos restritivas, observa-se uma busca maior por uma colocação. Os números da PNAD demonstram como o mercado de trabalho do País ainda está fragilizado.”


Fonte: CBIC