ECONOMIA - ANO DE INCERTEZAS. O QUE ESPERAR?


Foto: fernandozhiminaicela/ Pixabay



Num ano que iniciou turbulento, marcado por sinais de um possível fim da pandemia mas logo ameaçado pela guerra na Ucrânia e seus impactos na economia mundial, o setor produtivo coloca-se em alerta e no setor da construção civil não é diferente. Mas, o que esperar para o Brasil neste cenário, onde soma-se o fato de 2022 ser um ano de eleições presidenciais? A Revista Construção conversou com o presidente do Sinduscon Costa Esmeralda, empresário Rodrigo Passos Silva, para saber qual análise pode ser feita do mercado neste momento.


Construtor há mais de uma década, Passos Silva é natural de Itapema, viu a cidade se desenvolver e tem participado do crescimento da construção civil no município. Ele acredita que a economia brasileira registrou excelentes avanços nos últimos três anos em vários campos, principalmente o econômico. “Mesmo diante da pandemia, que trouxe perdas significativas no campo econômico global, o Brasil fechou 2021 com crescimento do PIB entre os maiores do mundo. Isso passa uma mensagem muito clara: a de que o País está estável e forte no cenário econômico”, analisa.


Ele cita o potencial produtivo brasileiro, lembrando que o País tem muitas riquezas e se destaca em vários cenários, tanto nas Américas quanto em termos globais nas mais diferentes esferas de produção. “Falando em construção civil, vale dizer que o PIB da construção cresceu 9,7% em 2021, o melhor desempenho do setor desde 2010. Esse crescimento foi quase o dobro do crescimento do PIB nacional, que ficou em 4,6%”, completa, reforçando que na análise regional o quadro é ainda mais positivo para o setor. “Vivemos numa região que só prospera, onde a economia tem um grande potencial e atrai pessoas de todo o País em busca de oportunidade, porque demonstra toda sua força mesmo diante das crises globais”, afirma.


EUROPA


Na sua avaliação, a corrida presidencial não deve desestabilizar os negócios no setor, pelo contrário. “Historicamente, anos eleitorais conduzem os investidores a aportarem seus recursos de forma mais intensa na com-pra de imóveis, um ativo rentável e seguro”, comenta. Passos Silva avalia que a atual crise na Europa, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, deixa o cenário econômico mais adverso para muitos países e setores produtivos, mas acredita que os obstáculos serão superados no que se reflete na construção civil.


“Vivemos a era da reinvenção, e da inovação também! O momento é de olharmos para nossas planilhas de custos e assegurarmos o equilíbrio. Negociar preços, buscar novas cotações no mercado, aprimorar processos, investir em tecnologia que represente aumento de produtividade... tudo isso é necessário. Nossa construção civil é sólida, nossa região é espetacular, nosso Estado tem apresen-tado bom desempenho em várias frentes, e nossos imó-veis têm grande procura por parte do mercado consumidor, o que traz a valorização exponencial presenciada no último ano por todos nós”, finaliza.


Foto: Rohitvarma/Pixabay


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