ENTRADA DO BRASIL NA OCDE CONTRIBUIRÁ PARA RECUPERAÇÃO ECONÔMICA INCLUSIVA E SUSTENTÁVEL


Foto: PIRO4D/Pixabay


Em carta enviada ao secretário-geral eleito da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mathias Cormann, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou a importância do papel da Organização para a recuperação econômica mundial e reiterou a importância da entrada do Brasil no foro. O Brasil pediu formalmente para fazer parte da OCDE em 2017 e, desde então, vem ampliando a convergência de suas normas com os padrões da organização. Para se ter ideia, de um total de 245 instrumentos, o Brasil já aderiu a 99, o que corresponde a de 40% de convergência. Outros países candidatos apresentam índices de aderência menores, como Argentina (21%), Romênia (20%), Peru (18%), Bulgária (13% e Croácia (11%) e (7%).


Na carta, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, ressaltou que Cormann é o primeiro representante da região do Indo-Pacífico à frente da organização e reafirmou a disposição dos empresários brasileiros em trabalhar em conjunto com a OCDE.


OCDE DEVE DIVERSIFICAR ROL DE MEMBROS

Para a CNI, para que a recuperação econômica ocorra de forma inclusive e cada vez mais sustentável, é importante que a OCDE promova uma diversificação e expansão geográfica de seus membros, permitindo a acessão de países com realidades econômicas e sociais diferentes, entre eles o Brasil, de forma a permitir que as políticas e boas práticas da Organização cheguem a todos e beneficiem a todos.


Robson Andrade afirma, na carta que, para a CNI, ”estar alinhado aos padrões da OCDE permitirá ao nosso país promover importantes e necessários ajustes, como a reforma tributária, a reforma política e, inclusive, a simplificação e modernização de nossa legislação cambial, que já está em discussão no Congresso Nacional e que permitirá ao Brasil fazer parte dos Códigos de Liberalização da OCDE”.


O presidente ressalta que a CNI está trabalhando ativamente para apoiar o governo brasileiro em ações que nos aproximem da OCDE. Em 2018, por exemplo, a Confederação iniciou ações de mobilização e sensibilização das empresas e associações brasileiras para a importância da agenda de OCDE.


Agora, em 2021, a CNI planeja promover uma missão empresarial virtual com a OCDE e o Business at OECD, congregando diretores-executivos (CEOs) e representantes de alto nível de empresas e associações empresariais brasileiras, para que eles possam entender melhor como as organizações funcionam e como é importante que estejam engajados e participando das discussões.


Fonte: Agência CNI de Notícias