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MERCADO IMOBILIÁRIO: INTENÇÃO DE COMPRA DE IMÓVEIS SEGUE ALTA

  • Foto do escritor: Vizzotto Comunicação
    Vizzotto Comunicação
  • há 22 horas
  • 3 min de leitura
Estudo mostra mercado resiliente, com ampliação do número de famílias em busca por imóveis e perspectivas positivas para 2026.
Estudo mostra mercado resiliente, com ampliação do número de famílias em busca por imóveis e perspectivas positivas para 2026.

A intenção de compra de imóveis no Brasil segue firme e em patamar superior ao apresentado antes da pandemia, ao mesmo tempo em que mais famílias saem da etapa do “sonho” e entram efetivamente no processo de busca e negociação. É o que revela estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, que analisou o comportamento de famílias com renda acima de R$ 2,5 mil mensais, o equivalente a 43,7 milhões de famílias.


Os dados mostram um mercado resiliente, impulsionado pela formação de novos lares, pela entrada da Geração Z - nascidos entre meados dos anos 1990 e o início dos anos 2010 - no ciclo imobiliário e pelas declarações do imóvel como ativo de proteção e mobilidade social.


A dinâmica da demanda vem sendo reforçada pela ampliação do grupo de famílias que ingressam no mercado imobiliário. Entre março e junho de 2025, mais de 400 mil novos imóveis passaram a buscar um imóvel, ampliando o contingente de potenciais compradores no país. Esse movimento indica que cada vez mais famílias saem da etapa de intenção espontânea e entram no processo efetivo de procura, seja por meio de plataformas digitais, seja visitas residenciais presenciais. O dado também reflete uma conjuntura de transição de-mográfica e socioeconômica, marcada pela intensificação da moradia independente entre jovens e pela reorganização familiar pós-pandemia.


A série histórica apresentada no estudo mostra que a intenção de compra permanece elevada. Antes da pandemia, cerca de 43% dos brasileiros manifestavam desejo de adquirir um imóvel. Em 2025, o indicador atinge 48% a 49%, patamar que se mantém estável ao longo do ano. Essa estabilidade em nível alto demonstra que o desafio do setor não reside na demanda — que continua forte e consistente —, mas na capacidade de compra das famílias.


GERAÇÃO Z

A pesquisa destaca a forte entrada da Geração Z, que passa a exercer papel determinante na composição da demanda. Entre os jovens de 21 a 28 anos, 61% solicitam comprar um imóvel, índice muito superior à média nacional. O estudo também revela que essa geração se apoia com frequência no programa Minha Casa, Minha Vida, utilizando o financiamento como ferramenta estratégica para antecipar a conquista da independência residencial. A motivação desse grupo é fortemente vinculada à autonomia, mobilidade urbana, busca por localizações centrais e preferência por unidades compactas que traduzem estilo de vida e praticidade.

Nos últimos dois anos, o uso próprio respondeu por 64% a 80% das compras, confirmando que a moradia continua a ser o motor principal da procura. Ao mesmo tempo, o investimento — seja transferência de aluguel, seja valorização para revenda — manteve participação expressiva, variando entre 20% e 36%. Esse equilíbrio reafirma o papel dual do imóvel: além de residência, é também instrumento de segurança financeira, especialmente em cenários inflacionários e de maior volatilidade econômica.


A análise dos motivos para compra do imóvel evidencia que as decisões estão diretamente ligadas a momentos de transição e melhoria de padrão de vida. Entre as principais razões pelos consumidores estão: Não pagar mais aluguel – 33%; Morar em uma residência maior – 21%; Sair da casa dos pais / independência – 11%; Buscar mais benefícios (lazer, segurança, localização) – 8%; Morar em um imóvel mais novo – 6%; Comprar para alugar – 6%. Agrupando essas motivações, percebe-se que metade dos compradores está em busca de autonomia ou mudança estrutural de vida, enquanto 39% busca upgrade de moradia, seja por conforto, segurança ou conveniência urbana.


PERSPECTIVAS PARA 2026

O estudo indica que este ano deve ser marcado por um cenário de maior volatilidade econômica, mas sem enfraquecimento da demanda imobiliária. A expectativa de inflação em queda e um câmbio mais favorável podem criar condições para a redução gradual da taxa de juros, estimulando famílias com intenção firme de compra — especialmente nas classes média e média-alta. "O comportamento do comprador brasileiro mostra que a demanda continua firme, com o jovem assumindo papel cada vez mais relevante. A força da intenção de compra e a busca consistente por moradia própria demonstram um mercado com grande potencial de crescimento" , afirma Luiz França, presidente da Abrainc.


Fonte: Abrainc

 
 
 

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