MINISTÉRIO DA ECONOMIA DISCUTE POLÍTICAS DE EMPREGO NA PANDEMIA E NO PÓS-PANDEMIA


Foto: nattanan23/Pixabay


A Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria do Ministério da Economia (Secap/ME) promoveu na sexta-feira (18) mais um webinar da série que vem sendo realizada ao longo deste mês de junho e que terá continuidade em julho. O debate teve como foco as políticas públicas de emprego, tanto no contexto da pandemia da Covid-19, como no pós-pandemia. Participaram da discussão o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, e a especialista na Divisão de Mercados de Trabalho do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Livia Gouvêa.


Para o secretário da Secap, Gustavo Guimarães – que moderou o debate –, não há dúvidas sobre os impactos gerados pela Covid-19 no mercado de trabalho em todo o mundo. Segundo ele, os choques foram diferentes entre os setores, gerando muitas oportunidades para alguns deles, sobretudo aqueles que estavam mais preparados tecnologicamente, mas trouxeram muitas dificuldades para outros. “Quem tinha menos proteção social acabou sendo mais atingindo”, afirmou o secretário.


No caso brasileiro, enfatizou o impacto positivo das políticas públicas adotadas pelo governo. Citou o Auxílio Emergencial, que beneficiou mais de 68 milhões de informais no ano passado e mais de 40 milhões neste ano; além do bem-sucedido Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que conseguiu preservar mais de 12 milhões de empregos formais em todo o País. Para Guimarães, é fundamental pensar e debater os desafios do mercado de trabalho daqui para frente.


AMBIENTE DE TRABALHO

Em sua fala, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, destacou as políticas estruturais realizadas pelo governo no pré-pandemia, como a Reforma da Previdência e a modernização e desburocratização do ambiente de trabalho, por meio do estímulo à simplificação e melhoria do ambiente de negócios. “Estamos mudando o ambiente de trabalho do País”, defendeu.


A respeito do cenário da pandemia, Bianco também enfatizou a atuação do governo em duas frentes: uma com foco no trabalhador informal, por meio do Auxílio Emergencial, ressaltando o efeito reflexo da iniciativa na injeção de recursos na economia; e no sucesso do Bem, que aliou a proteção ao trabalhador formal à simplificação de processos. Por meio do programa, o governo efetuou diretamente o pagamento do benefício aos trabalhadores, sem o intermédio das empresas.


De acordo com Bianco, o BEm foi um dos melhores programas nesta linha no mundo. O atual governo, reforçou ele, tem como foco não só a proteção dos empregados como também das empresas.


DESAFIOS ESTRUTURAIS

Para a especialista Livia Gouvêa, do BID, o Brasil possui importantes mecanismos de manutenção de emprego e renda, em função de seu arcabouço forte. No entanto, a partir disso, ela defende a importância de se investir em políticas de qualificação profissional.


Livia mencionou que a queda da empregabilidade na pandemia – em torno de 3% – não foi das mais acentuadas no Brasil quando comparada a outros países da América Latina. Mas enfatizou a necessidade de o País se atentar para impactos de longo prazo, como desalento e aumento da desigualdade de gênero.


Segundo a especialista, o Brasil investiu fortemente em políticas de combate aos impactos econômicos da pandemia no que se refere ao mercado de trabalho. Ela acrescentou a necessidade de seguir na recuperação econômica e focar em soluções de longo prazo para os desafios estruturais.


Fonte: Ministério da Economia