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Otimismo da indústria é um dos maiores desde 2010

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), alcançou 64,3 pontos em dezembro passado. Se comparado com novembro de 2019, o aumento foi de 1,8 ponto. Este é o maior patamar para o mês em nove anos. Com exceção do primeiro bimestre de 2019, o índice é o mais elevado desde junho de 2010. A alta do indicador revigora a tendência de melhora da confiança, que estimula as decisões de investimento e produção, auxiliando o crescimento econômico do Brasil em 2020.

Hans Braxmeier/Pixabay

O ICEI varia numa escala de zero a 100 e é composto pelos índices de Condições Atuais e de Expectativas. “A confiança elevada está baseada não apenas nas expectativas para os próximos seis meses, mas também no sentimento de melhora da situação corrente”, explica o economista da CNI, Marcelo Azevedo. Além de estar 9,6 pontos acima da média histórica, o ICEI de dezembro é 0,5 ponto superior ao registrado em dezembro de 2018. “Naquele momento, o componente das expectativas, influenciadas pela eleição de um novo governo exercia maior influência, enquanto a percepção de melhora da situação econômica era menor e menos disseminada entre os empresários”, complementa.

O Índice de Condições Atuais, com 58,1 pontos, é o maior desde junho de 2010, quando registrou 60,5 pontos. A melhora atual é percebida tanto em relação à própria empresa (índice de 57,6 pontos) quanto em relação à economia brasileira (índice de 59,2 pontos). “O índice chama a atenção pois está significativamente acima da linha divisória de 50 pontos, o que reflete o sentimento de melhora da situação econômica atual bem disseminada entre os industriais”, pontua Azevedo.


GRANDES OTIMISTAS

A confiança de empresários de todos os portes industriais aumentou na comparação com novembro de 2019, com destaque às empresas de grande porte (aumento de 2,8 pontos na comparação mensal). Já na comparação com dezembro de 2018, o índice de confiança das empresas de pequeno porte mostra queda de 0,9 ponto, enquanto para as empresas de médio e grande porte as variações registradas são de 0,1 ponto e 1,5 pontos, respectivamente.

O aumento da confiança foi registrado na maior parte dos segmentos da indústria, mantendo os índices em patamar superior a 60 pontos. A indústria de transformação foi a responsável pela maior alta, de 2 pontos na comparação com novembro. Na comparação com dezembro de 2018, o único segmento que apresentou queda na confiança foi o extrativo.


EXTREMOS PUXAM A ALTA

Todas as regiões brasileiras registraram alta na confiança, mas as maiores variações foram observadas nas regiões Sul e Nordeste, com aumento de 2,2 pontos e 2,1 pontos, respectivamente. Já para as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte as variações observadas são de 1,9 ponto, 1,5 ponto e 0,5 ponto, respectivamente. Com exceção das regiões Norte e Sul, os índices de confiança das regiões brasileiras se situam em nível superior ao de dezembro de 2018.

Fonte: Agência CNI de Notícias

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