PELOTAS COMEÇA VACINAÇÃO PARA TRABALHADORES DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO


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Depois da mudança anunciada pelo Ministério da Saúde incluindo os profissionais de indústria e da construção civil na lista de grupos prioritários para receber as vacinas para combater a Covid-19, o Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel) encaminhou à Secretaria Municipal de Saúde os dados atualizados do cenário local. A resposta foi imediata e a imunização para aproximadamente 12 mil trabalhadores deve iniciar nas próximas semanas. Animado, o presidente do Cipel, Amadeu Fernandes, lembra que a entidade está engajada desde o início da pandemia no enfrentamento da doença em ações para garantir a condição de essencialidade da maioria das cadeias produtivas industriais e defendendo, insistentemente, a aceleração da vacinação como forma mais eficaz de diminuir a contaminação, salvar vidas e retomar os negócios em sua plenitude. “É uma conquista que abre novas perspectivas para a retomada da economia a pleno em nossa região”, disse.


Na última semana, o Cipel promoveu reunião entre os presidentes e representantes dos sindicatos patronais da Casa da Indústria de Pelotas com a secretária de saúde, Roberta Paganini, para o alinhamento das estratégias a serem adotadas para a imunização dos trabalhadores. Durante o encontro, foram debatidos os formatos para a segmentação do grupo em dias e horários determinados para que se evite espera prolongada em filas. “Vamos organizar para que não ocorra falta de vacinas. Por isso, o planejamento é essencial com operações fracionadas para atender a demanda em conformidade com o recebimento das remessas de imunizantes”, comentou a secretaria.


NÚMEROS

Na última semana, o Cipel remeteu à secretaria o detalhamento dos grupos aptos a serem contemplados. As empresas também receberam um modelo de declaração para atestar o vínculo empregatício dos trabalhadores. Do total apurado, a indústria local emprega 12.173 trabalhadores, sendo 6.910 da indústria de transformação e 4.605 trabalhadores na indústria da construção civil.


Os demais empregados pertencem à indústria extrativista e de serviços industriais e atividade pública. Os terceirizados que prestam serviços para a construção civil já estão incluídos nos números apurados através de cruzamento de dados entre o sistema dos sindicatos e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).


Fonte: CBIC