PREÇOS DOS MATERIAIS APRESENTAM MENOR PRESSÃO EM JANEIRO


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O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo IBGE, subiu 0,72% em janeiro, 0,20 ponto percentual acima da taxa de dezembro de 2021 (0,52%). Foi o menor índice desde agosto de 2021. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 17,17%, resultado abaixo dos 18,65% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2021 o índice foi 1,99%.


Segundo o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira, o início de 2022 foi marcado por uma menor pressão de aumento de preços. “Janeiro é o terceiro mês consecutivo em que a parcela dos materiais exerce uma menor pressão na variação mensal. Em novembro, a parcela de materiais teve alta de 1,66%, em dezembro de 0,76% e em janeiro de 0,63%. Em relação à mão de obra, fora os acordos coletivos em Alagoas, Tocantins e Piauí, janeiro tem como característica o impacto do aumento do salário mínimo nacional nas categorias sem qualificação, que têm piso muito próximo a esse valor. Serventes e auxiliares têm um reajuste que não é relacionado aos dissídios captados, mas porque as empresas precisam se adequar ao novo piso nacional, que teve alta de 10,2%”, analisa.


O custo nacional da construção por metro quadrado, que fechou 2021 em R$ 1.514,52, passou em janeiro para R$ 1.525,48, sendo R$ 915,79 relativos aos materiais e R$ 609,69 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,63%, queda de 0,13 p.p. em relação a dezembro de 2021 (0,76%). Frente a janeiro de 2021 (2,96%), observa-se queda mais significativa, 2,33 p.p. “A inflação dos materiais está desacelerando e estamos, inclusive, encontrando uma deflação em certos produtos como os pertencentes do segmento do aço”, completa Oliveira.


Já a parcela da mão de obra teve uma contribuição maior para o índice agregado, com taxa de 0,87% e acordos coletivos observados além do reajuste do salário mínimo nacional, subiu 0,72 p.p. em relação a dezembro de 2021 (0,15%). Comparando com janeiro do ano anterior (0,78%), observamos queda de 0,09 p.p. Os acumulados em 12 meses ficaram em 25,22% (materiais) e 6,87% (mão de obra).


Fonte: IBGE