PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE SC TEM 3° MELHOR DESEMPENHO DO PAÍS NO 1° SEMESTRE


Foto: geralt/Pixabay


Apesar de registrar o quinto recuo mensal consecutivo em junho, a indústria da transformação catarinense acumulou no primeiro semestre do ano expansão de 26,1% na comparação com 2020. O resultado de janeiro a junho é o terceiro melhor do País, atrás de Ceará e Amazonas, e está acima da média nacional, de 12,9%. Conforme análise do Observatório FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), os números de crescimento refletem uma base de comparação mais baixa, impactada pela pandemia na produção industrial de 2020.


Em junho, a produção industrial catarinense teve oscilação negativa de 0,3% na comparação com maio. Em relação a junho de 2020, o crescimento foi de 23,2%. A análise do Observatório FIESC destaca que a revisão nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou queda de 0,2% no indicador em maio – anteriormente, havia sido divulgada elevação de 0,1%. A produção da indústria geral nacional também permaneceu com estabilidade no mês de junho.


Em julho, o embarque de produtos catarinenses para outros países teve alta de 31,1% frente ao mesmo período do ano passado. No consolidado dos sete primeiros meses de 2021, o avanço chegou a 18,2%, somando US$ 5,6 bilhões em exportações.


SETOR DE METALURGIA SE DESTACA NO PRIMEIRO SEMESTRE DO ANO

A produção do setor de metalurgia catarinense vem apresentando o melhor resultado da indústria de transformação no acumulado do ano, apesar da queda em junho. Conforme análise do Observatório FIESC, após fortes choques sentidos nos meses de março a junho de 2020, a demanda oriunda do setor da construção reaqueceu a produção industrial, levando-a inclusive a patamares superiores aos observados no pré-crise. Máquinas e Equipamentos, Equipamentos Elétricos e Produtos de madeira, com forte demanda do exterior, atingiram patamares superiores ao pré-crise.


Por outro lado, o setor de produtos alimentícios que sofreu menores abalos nos primeiros meses da pandemia, destinando grande parte da sua produção ao mercado externo, vem sentindo impactos com a redução da demanda de países asiáticos. A normalização da quantidade de animais na China, após impactos da peste suína, tende a equalizar a demanda pelo produto catarinense.


Fonte: FIESC