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EMPREGO EM 2026 MOSTRA SINAIS DE DESACELERAƇƃO

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Santa Catarina encerrou 2025 com a criação de 59,2 mil postos de trabalho formais. Na comparação com os demais estados, SC encerrou o ano na sétima posição na geração de empregos. A indústria foi responsÔvel por 6,9 mil vagas abertas no ano passado, segundo dados do Novo Caged. A despeito do resultado positivo, o cenÔrio reflete uma desaceleração da economia do estado. Em relação a 2024, SC foi um dos estados que registrou o menor crescimento (2,3%), o que coloca o estado na 23ª posição entre os que mais criaram postos.


O presidente da Federação das IndĆŗstrias (FIESC), Gilberto Seleme, explica que a elevada taxa de juros tem cumprido seu papel de reduzir a atividade econĆ“mica e o consumo. ā€œA indĆŗstria acaba sendo o setor em que essa perda de ritmo Ć© mais visĆ­vel. O emprego industrial de SC tambĆ©m foi afetado por questƵes externas, como o TarifaƧo, que teve impacto negativo no saldo de empregos em setores como madeira e móveis, que encerraram o ano com perda de 2,8 mil vagasā€, afirma.


SEGMENTOS INDUSTRIAIS


Na indústria, o segmento de alimentos e bebidas liderou a criação de oportunidades, com 3,8 mil vagas em 2025, segundo dados do Observatório FIESC. Esse desempenho reflete não só o impacto do elevado consumo das famílias no mercado doméstico, mas também um esforço na busca de novos parceiros comerciais no exterior e a ampliação de exportações.


A construção civil apresentou o segundo maior saldo de vagas (3,7 mil), refletindo o atual momento do ciclo construtivo e também o dinamismo do setor no litoral catarinense. O segmento da construção em SC é menos impactado pela alta de juros do que outros estados, dada a característica do mercado imobiliÔrio catarinense. O setor de mÔquinas e equipamentos gerou 2,8 mil vagas no ano passado, impulsionado em parte pela safra recorde e também por incentivos como a depreciação acelerada. Além disso, foi impulsionado pela recuperação da economia argentina e pelo aumento das exportações para o país vizinho.


Do lado das quedas, o Tarifaço foi o principal fator negativo, com impacto no setor de madeira e móveis (-2,8 mil vagas). Dados do Observatório FIESC mostram que o setor têxtil, de confecção, couro e calçados também registrou queda no número de empregos (-1,7 mil).


COMƉRCIO, SERVIƇOS E AGROPECUƁRIA


Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, a dinâmica econÓmica atual afeta mais fortemente a indústria, jÔ que os juros elevados encarecem o crédito, comprimem o consumo de bens durÔveis - como mÔquinas e equipamentos - e impactam cadeias produtivas mais longas.


O setor de serviƧos e o comƩrcio tendem a ser favorecidos nesse cenƔrio: o primeiro registrou saldo positivo de 38,7 mil vagas em 2025, e o segundo, de 12 mil vagas. JƔ a agropecuƔria encerrou o ano com 1,5 mil empregos criados.


Fonte: Imprensa FIESC

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