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CONSTRUÇÃO CIVIL, A INFLUÊNCIA DO AGRO NA COSTA ESMERALDA



Conhecida por suas praias, clima ameno e alto padrão construtivo do seu mercado imobiliário, a região da Costa Esmeralda tem experimentado aumento expressivo na procura de seus empreendimentos residenciais. Uma das forças motriz por trás desse crescimento é o agronegócio no Brasil, que tem impactado diretamente nas transações imobiliárias da região. Estar atento ao desempenho deste mercado se tornou fundamental para os empresários da construção no momento de traçar estratégias de atuação com vistas à composição de cenários futuros.


O presidente do Sinduscon Costa Esmeralda, empresário Rodrigo Passos Silva, comenta que boa parte do mercado de consumo do setor está nos estados do Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e interior de Santa Catarina. “São, em sua maioria, empresários e profissionais ligados ao agronegócio em suas diferentes vertentes, tais como cultivo de soja, café, arroz, milho e criação de gado, por exemplo. Quando há oscilação no agro brasileiro, os reflexos são imediatamente sentidos na construção civil”, avalia.


Por manter estreito relacionamento com fatores climáticos e políticas que envolvem mercados externos, o desempenho do agronegócio costuma ser constantemente acompanhado pelos empresários ligados ao ramo imobiliário. “O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de soja e de milho. Então, também é necessário considerarmos a oferta disponível no mercado internacional, pois conforme a oferta temos oscilações nos volumes de exportações, o que impacta nosso mercado interno”, avalia Passos Silva.


Compreender esta complexa dinâmica da cadeia de produção e consumo é, segundo o presidente, fundamental para obtenção de dados gerenciais seguros com vistas à tomada de decisões mais acertadas, uma vez que este mercado afeta o setor e vários outros campos da economia nacional. Em dezembro do ano passado, a projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) era de uma safra de soja estimada em 162 milhões de toneladas - 3,6% a mais que a safra anterior e novo recorde histórico. Porém, no mês passado, a estatal brasileira emitiu novo boletim onde prevê colheita 4,3% menor que a estimada em dezembro. “Agora, a previsão é de 155,3 milhões de toneladas, o que fica dentro do cenário obtido na última safra. Então, inicialmente, não devemos sofrer grandes oscilações. Chuvas mal distribuídas e temperaturas elevadas são algumas das principais razões na redução da produção, entre outros fatores apontados pela Conab”, pontua.

 

GRÃOS


O 4º Levantamento para a safra de grãos 2023/24, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 10 de janeiro, traz nova redução na estimativa de colheita no atual ciclo. No geral, as condições climáticas instáveis provocaram e ainda persistem no atraso do plantio da safra, influenciando de maneira negativa no potencial produtivo das lavouras. Se confirmado, o volume representa queda de 13,5 milhões de toneladas em relação ao obtido em 2022/23.


“A atual safra tem a característica de ser uma das mais complexas para a estimativa de área, produtividade e produção nos últimos tempos. As dificuldades podem ser resumidas nos problemas climáticos, que geram incertezas e prejudicam a tomada de decisão pelos produtores”, pondera o superintendente de Informações da Agropecuária da Conab, Aroldo Antonio de Oliveira Neto.


Para o arroz, a previsão da safra brasileira de 2023/24 é de 7,2% a mais do que a safra de 2022/23, com um volume de 10,8 milhões de toneladas. Estima-se manutenção do consumo nacional em 10,3 milhões de toneladas. A recuperação produtiva e a menor oferta de importantes países exportadores, possivelmente resultarão em aumento para dois milhões de toneladas no volume exportado pelo Brasil. Projeta-se  manutenção do volume importado em 1,5 milhão em razão ainda da necessidade de recomposição da oferta nacional. Os estoques devem ficar próximos da estabilidade, estimados em 1,7 milhão de toneladas.


A estimativa de menor produção de milho para a safra 2023/24, somada à maior oferta disponível no mercado internacional (em meio à boa safra norte-americana), deverá reduzir o volume de exportações brasileiras do grão em 2024. Mas, de acordo com o Boletim da Conab, o Brasil deve continuar a ser o maior exportador de milho do mundo. Já para o trigo, apesar de ter sido colhido pouco mais de oito milhões de toneladas, devido aos problemas climáticos houve perda qualitativa e será necessário importar mais trigo com PH panificável, acarretando em um ajuste no quantitativo de importações, passando de seis milhões para 6,2 milhões de toneladas. Com as alterações, estima-se encerrar a safra 2023/24 de trigo com estoque de passagem de 393,6 mil toneladas.

Com informações da Sala de Imprensa CONAB

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